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Liberdade de expressão ou liberdade de repressão?

Quem acompanhou as notícias do último final de semana nos jornais ficou sabendo sobre a “quase” censura a que o presidente venezuelano Hugo Chávez vem instaurando dentro do país.

Não é de hoje que jornalistas do mundo inteiro sofrem retaliações e têm seus direitos recriminados. Em 1964, no Brasil, regia o regime de ditadura militar, onde os meios de comunicação eram usados a favor do governo. Muitos jornalistas foram exilados e só puderam exercer sua liberdade de expressão 21 anos depois.

Na Venezuela os meios de comunicação vêm sendo ameaçados e sabe-se que Chávez pretende criar uma rede de “mídias alternativas” favoráveis ao governo preenchendo o espaço radioelétrico com o que é chamado por ele de “meios comunitários e alternativos”, lembrando que todos falando a mesma língua: a do governo.

            Fica difícil saber qual é o papel do jornalista no meio de tanta imposição e ameaça. Aquilo que é aprendido em faculdades, em redações e até no próprio exercício da profissão cai por terra quando a tal “liberdade de expressão” nada mais é do que a liberdade dos governantes se expressarem de acordo com o que eles acham oportuno.

            O jornalista pisa em ovos ao escrever sobre alguma falcatrua ou sobre o mais novo escândalo envolvendo políticos. O amanhã é sempre uma incerteza aos formadores de opinião. Mas como formar opiniões se a sua própria não pode ser divulgada?

            O século XXI seria de revoluções, de mudanças tecnológicas, médicas, e tantas outras, se não fosse o retardo de pensamento de alguns governantes que insistem em viver na época em que eram chamados de coronéis, lá no século XIX. Duzentos anos já se passaram e ainda os ideais de autoritarismo e impunidade continuam vigentes, tirando a informação de quem mais precisa: a população.

            Como é de direito de todos, a liberdade de expressão deve ser cumprida e exercida sem censuras. O caso do governo venezuelano deve servir de exemplo para todos aqueles que lutam a favor da liberdade de imprensa a fim de que se possa ter a livre exposição de idéias onde quer que seja.



Escrito por Bia Longhini às 09h24
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Textinho para não deixar o blog às moscas!

FELICIDADE REALISTA

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.

Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

 Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.

Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

(Mário Quintana)



Escrito por Bia Longhini às 20h47
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